Sarau Cultural
Noite de microfone aberto com música para mostrar seu talento e celebrar a cultura!
Oficina de SAFs
Mão na terra! Aprender os Sistemas Agroflorestais – plantar comida, árvores e recuperando o solo !
Oficina de Teatro
Jogos e exercícios cênicos, você vai explorar seu corpo, sua voz e sua criatividade!
Oficina de Audiovisual
Aprenda a produzir vídeos com o celular: roteiro, enquadramento e edição pra contar sua história!
CINE debate
Sessão com conversa sobre filmes que retratam a resistência dos povos latino-americanos.
Oficina de Poesia
Um espaço para colocar no papel os sentimentos, as memórias e as visões de futuro do campo!
Resistência Latina
Oficina de história e cultura latino-americana com a realidade da juventude rural hoje.
Oficina de Dança
Danças, ritmos latino-americanos pra soltar o corpo, celebrar e resgatar a alegria camponesa.
Oficina de Comunicação
Técnicas de expressão verbal e não verbal pra você perder o medo de falar em público e se posicionar com segurança, inofensividade, em qualquer espaço.
Aguçar a Criatividade
Oficinas práticas de rádio, máscaras, zines e expressão artística que despertam o olhar criativo e mostram que a arte está em tudo que a gente faz.
Direito e Políticas Públicas
Informação na veia: descubra quais são seus direitos, como acessar crédito, benefícios sociais e mercados institucionais como PNAE e PAA.
Arte de liderar
Desenvolver habilidades de comunicação, mediação de conflitos e trabalho em equipe para se tornar uma liderança que inspira e mobiliza a comunidade.
O coletivo Pátio do Bem Viver iniciou suas atividades em 2025, com foco exclusivo no cuidado com as mulheres do campo. O sucesso da iniciativa foi documentado pela imprensa alternativa e pelos movimentos sociais.
Em 2026 abre-se uma nova área de trabalho dedicado à Juventude. Assim, o Pátio busca promover o fortalecimento comunitário, a autonomia econômica e política, a saúde integral, a preservação ambiental e a formação de lideranças agroecológicas entre mulheres e jovens do campo no território de Canguçu, Morro Redondo e Pelotas, por meio de encontros formativos, imersões pedagógicas, ações de cuidado e articulação territorial, fundamentados nos princípios do Bem Viver (Sumak Kawsay), do feminismo camponês e popular, da agroecologia e da educação popular.
Onde será o evento?
Estamos em busca do melhor lugar para nosso encontro, para que os jovens tenham uma expêriencia inesquecível.
Setembro de 2026
Para jovens rurais,
assentados, quilombolas, indígenas de 18 a 25 anos
O projeto ‘Pátio do Bem-Viver: um dia de descanso e saúde integral comunitária’ surgiu como uma iniciativa essencial para promover o bem-estar e fortalecer o protagonismo das mulheres do campo. Este evento, que teve seu primeiro de três encontros, no sábado, dia 27 de setembro, aconteceu no Sítio Vale Sagrado, localizado na comunidade da Cascata, em Pelotas (RS).
O debate de gênero também ganhou espaço com o evento paralelo “Mulheres na Agroecologia”, que promoveu rodas de conversa, palestras e discussões sobre políticas públicas para mulheres rurais. A atividade teve participação de mais de 100 mulheres e apoio do Observatório das Mulheres Rurais e de iniciativas impulsionadas por projetos e parcerias com instituições públicas.
A programação também contou com Reunião Extraordinária do Fórum da Agricultura Familiar da Região Sul, em que foram articuladas as principais ações em benefício da mulher rural, durante roda de conversa. Foram cerca de 100 participantes envolvidas somente nesta atividade.
Já o Pátio do Bem Viver – projeto desenvolvido em parceria entre a comunidade do Sítio do Vale Sagrado, a Embrapa Clima Temperado e o gabinete da deputada federal Maria do Rosário – viabilizou a realização de atividades seriadas voltadas ao bem-estar físico, psicológico, espiritual e afetivo das mulheres do campo, das águas e das florestas. Foi construído um espaço de acolhimento, garantindo um dia que privilegiou o enfoque do cuidado e da partilha.
“Ali se reforçou a percepção de que agroecologia vai além do manejo da terra, ele chega aos vínculos, a ecologia profunda, colocando as mulheres no protagonismo do bem-viver”, explicou Esme Molina, uma das organizadoras.
Apesar de existirem diversos programas de atendimento e suporte ao jovem rural voltados para financiamento e capacitação técnica, os jovens do campo que não têm acesso à universidade ficam muitas vezes carentes de espaços de arte, cultura e de encontro com outros jovens. Carecem desse espaço de fomento e trocas, da efervescência intelectual e juvenil típicos do ambiente universitário – e isso pode ser diferente.
O Pátio do Bem Viver para a juventude rural é um intento de aglutinar e gerar um corpo coletivo juvenil na zona rural. O projeto propõe encontros que contribuam para o desenvolvimento do jovem em aspectos diferenciados e complexos, como comunicação interpessoal e acesso a práticas corporais e artes como teatro, poesia, música e dança. São encontros que proporcionam acesso à cultura, especialmente à campesina e latino-americana, e acesso a profissionais da arte, ciências jurídicas, educadores do campo e técnicos em agroecologia, tornando estes pilares de conhecimento um eixo de trabalho desatador de pensamento reflexivo e empoderamento.
Em tempos de crise climática, avanço do agronegócio sobre os territórios tradicionais e esvaziamento do campo pela falta de perspectivas para a juventude, o Pátio do Bem Viver – Juventude com Arte, Cultura e Agroecologia nasce como uma resposta urgente e necessária. Vivemos uma era de desconexão: com a terra que nos alimenta, com os ciclos da natureza, com os saberes ancestrais e com a comunidade. Para a juventude rural, esse afastamento se traduz em desencanto, em êxodo forçado e em perda da identidade camponesa. É nesse contexto que o Bem Viver, cosmovisão dos povos originários andinos, se apresenta como horizonte ético-político fundamental: nos ensina que é possível viver em plenitude, em equilíbrio com a natureza e com a comunidade, colocando a vida no centro – não o lucro, o consumo e o esgotamento dos recursos.
O Pátio do Bem Viver aposta na educação do campo como ferramenta de transformação. Porém não qualquer educação, mas sim uma prática popular, enraizada nos territórios, que valoriza os saberes tradicionais, forma para a autonomia, reencanta o vínculo com a terra e prepara a juventude para liderar os processos de transição agroecológica.
Aqui, arte, cultura, agroecologia e formação política caminham juntas porque entendemos que preparar jovens camponeses hoje é formar guardiões do território, defensores da agrobiodiversidade, construtores de um futuro onde o campo seja lugar de vida digna, alegria e esperança. Em tempos de colapso, semear o Bem Viver nas novas gerações é plantar a certeza de que outro mundo não só é possível – ele já está sendo cultivado.
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